Carlos Aurelio Pires

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    CULTURA UM CONCEITO ANTROPOLÓGICO
    ROQUE  DE BARROS LARAYA 


    SUMÁRIO 

    Apresentação 7 

    Primeira parte 
    • DA NATUREZA DA CULTURAOU DA NATUREZA À CULTURA 9 

    1. O determinismo biológico 17 
    NOTAS:1. Cliford Geertz, 1978, p.33.2. Pertti Peito, 1967, p.22.3. Chamamos de sociedade patrilineal aquela em que o parentesco éconsiderado apenas pelo lado paterno. Isto é, o irmão do pai, porexemplo, é um parente, o mesmo não ocorrendo com o irmão damãe.4. Pertti Peito, 1967, p.23.5. Idem, ibidem, p.24.6. José de Anchieta, 1947.7. Montaigne, 1972, p.107.8. Citado por Marvin Harris, 1969, p.41.9. Idem, ibidem, p.42.10. Idem, ibidem, p.42.
    2. O determinismo geográfico 21 
    NOTAS:1. Cf. Felix Keesing, 1961, p.184-5.2. Idem, ibidem, p. 183.3. Marshall Sahlins, s.d., p. 100-1.
    3. Antecedentes históricos do conceito de cultura 25 
    NOTAS: 1. Edward Tylor, 1871, cap.1, p.1.2. Marvin Harris, 1969.3. Os pongídeos afastaram-se da linha evolutiva do homem há cercade 25 milhões de anos.4. Alfred Kroeber, 1949, p.231-81
    4. O desenvolvimento do conceito de cultura 30 
    NOTAS:1. Edward Tylor, 1871 [1958, parte I, p.1]2. Idem, ibidem.3. Idem, ibidem, p.2.4. Idem, ibidem, p.3.5. Paul Mercier, 1974, p.30.6. Segundo esta abordagem, todas as culturas deveriam passarpelas mesmas etapas de evolução, o que tornava possível situarcada sociedade humana dentro de uma escala que ia da menos àmais desenvolvida.7. Matriarcado refere-se a unia sociedade em que o poder estejanas mãos das mulheres. Não há comprovação empírica daexistência de tal sociedade. É comum, entretanto, confundir esteconceito com o matrilineal, que se refere às sociedades onde oparentesco é traçado pela linha materna.8. Franz. Boas, 1896, vol. 4.16. Para os evolucionistas do século XIX a evolução desenvolviaseatravés de uma linha única; a evolução teria raízes em umaunidade psíquica através da qual todos os grupos humanosteriam o mesmo potencial de desenvolvimento, embora algunsestivessem mais adiantados que outros. Esta abordagem unilinearconsiderava que cada sociedade seguiria o seu ousohistórico através de três estágios: selvageria, barbarismo ecivilização. Em oposição a essa teoria, e a partir de Franz Boas,surgiu a idéia de que cada grupo humano desenvolve-se atravésde caminho próprio, que não pode ser simplificado na estruturatríplice dos estágios. Esta possibilidade de desenvolvimentomúltiplo constitui o objeto da abordagem multilinear.17. Ver nota 4 do capítulo 3.18. Alfred Kroeber, 1949, p.232-3.19. Idem, ibidem, p.234.20. Idem, ibidem, p.233.14. Idem, ibidem, p.236.9. Apenas o cão pode ser encontrado em todas as regiões da Terra,mas tal difusão deve-se à ação humana.10. Alfred Kroeber, 1949, p.238.11. Idem, ibidem, p.234.12. Alguns autores, utilizando-se da sociobiologia, advogam a idéiade que a capacidade empresarial é transmitida geneticamente,visando com isso a legitimação de uma desigualdade social.13. Alfred Kroeber, 1949, p.264.14. Em todos os grupos humanos, independentemente de seudesenvolvimento, pode-se encontrar indivíduos mais ou menosprivilegiados intelectualmente.15. Tina de Benedictis demonstra que tal fato se repete entre umaespécie de macacos, incapazes de agir sexualmente quando,isolados dos adultos, não tiveram oportunidade de observar acópula. Cf. Benedictis, 1973.
    5. Idéia sobre a origem da cultura 53 
    NOTAS:1. Richard Leackey e Roger Lewin, 1981.2. David Pilbeam, 1973.3. Idem, ibidem, p.95.4. Kenneth Oakley, 1954.5. Leslie White, 1955. (Ed. bras., p.180.]6. Clifford Geertz, 1966.7. Idem, ibidem, p.36.
    6. Teorias modernas sobre cultura 59
    NOTAS:1. Roger Keesing, 1974.2. Chamamos de sistemas de classificação de folk àqueles que sãodesenvolvidos pelos próprios membros da comunidade. Umexemplo disso entre nós é a classificação popular de alimentosfortes e fracos.3. David Schneider, 1968.4. Como dissemos, não pretendemos esgotar o tema. A nossa intenção é 2. Claude Lévi-Strauss, 1976, 2ª ed.a de introduzir o leitor no mesmo, devendo de acordo com o seuinteresse complementar este texto com as leituras indicadas.Entretanto, torna-se necessário enfatizar que consideramos válida aabordagem de Marshall Sahlins (Cultura e razão prática, Zahar), umacrítica da idéia de que as culturas humanas são formuladas a partir daatividade prática e, mais fundamentalmente, a partir do interesseutilitário. Para Sahlins o homem vive num mundo material, mas deacordo com um esquema significativo criado por ele próprio. Assim, acultura define a vida não através das pressões de ordem material, masde acordo com um sistema simbólico definido, que nunca é o únicopossível. A cultura, portanto, é que constitui a utilidade.

    Segunda parte 
    • COMO OPERA A CULTURA 65
    1. A cultura condiciona a visão de mundodo homem 67 
    NOTAS:1. Ruth Benedict, 1972.2. Marcel Mauss, 1974, vol. II.3. Roger Keesing, 1971.
    2. A cultura interfere no plano biológico 75 
    NOTAS:1. A este respeito conferir Darcy Ribeiro, 1970.2. Charles Wagley e Eduardo Galvão, 1961, p.117-8.
    3. Os indivíduos participam diferentementede sua cultura 80 
    NOTAS:1. Marion Levy Jr., 1952, p. 190.2. Idem, ibidem, p.169.3. Robert Murphy, 1961, p.60.4. Alan Beals, 1971, p.248-50.
    4. A cultura tem uma lógica própria 87 
    NOTAS: 
    1. Lucian Levy-Bruhl, 1925, 10ª ed.
    2. Claude Lévi-Strauss, 1976, 2ª ed
    3. Roque de Barros Laraia, 1976.4. E.E. Evans-Pritchard, 1955, p.418-9.5. Rodney Needham, 1963, p.vii.6. Marcel Mauss, 1969, p.28-9.7. Roberto Cardoso de Oliveira (1979), em sua "Introdução", discute oconceito de categorias.
    5. A cultura é dinâmica 94 


    Anexo 1 — Uma experiência absurda 102 
    NOTAS:1. Alfred Kroeber, 1949, p.244-5.2. Clifford Geertz, 1978, p.61.
    Anexo 2 — A difusão da cultura 105
    NOTAS:1. Ralph Linton, 3ª ed., 1959, p.355-6.

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